sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Exposição de obras filosóficas

Nossa atividade de maior destaque em 2015 foi a exposição de obras filosóficas. Unindo as turmas do 2º e 3º ano do Ensino Médio, dividimos cada turma em 5 grupos (totalizando 10 grupos), em que cada um ficou responsável por apresentar uma obra filosófica, da maneira que a criatividade desejasse. Cada bolsista ficou responsável por orientar dois grupos, um de cada turma.

As obras selecionadas para a atividade foram:

1. Apologia de Sócrates, de Platão.

2. Críton, de Platão.

3. Eutífron, de Platão.

4. Ética a Nicômaco (Livro II), de Aristóteles.

5. Ética a Nicômaco (Livro VIII), de Aristóteles.

6. Carta sobre a Felicidade, de Epicuro.

7. Discurso do Método, de René Descartes.

8. Meditações Metafísicas (parte um), de René Descartes.

9. Pensamentos, de Blaise Pascal.

10. Manifesto do Partido Comunista, de Karl Marx.

Os alunos encontraram diferentes maneiras de apresentar as obras:

Exposição oral com uso de cartazes, poesias, canções compostas pelos próprios estudantes e peças teatrais.

Apologia de Sócrates em forma de teatro

quarta-feira, 25 de março de 2015

Platão: o demiurgo e a dialética

Platão nasceu em Atenas, em cerca de 367 a.C. Apesar de seu nome verdadeiro ser Arístocles, recebeu o apelido de Platão, provavelmente, pelo seu porte físico (Platão significa “de ombros largos”). Foi discípulo de Sócrates e, quando tinha uns 40 anos de idade, fundou sua própria escola filosófica: a Academia. Não era um lugar para malhação e exercícios físicos, como poderíamos pensar hoje. A Academia era uma espécie de universidade, um centro de pesquisas sobre política e filosofia.
Cada filósofo possui um estilo para expressar suas ideias e seus pensamentos. Uns escrevem em curtas frases, outros escrevem grandes tratados. Platão preferiu escrever suas obras na forma de diálogos, cuja personagem principal é Sócrates. Uma das obras mais famosas de Platão se chama A república.
Demiurgo e o mundo: Se existem esses dois mundos tão diferentes, como um se relaciona com o outro? Como surgiram as cópias imperfeitas, pois o que não é eterno precisa de uma causa para existir? A explicação de Platão para essas perguntas é o demiurgo, que seria uma espécie de divindade platônica. O demiurgo uma espécie de construtor: ele contempla as ideias perfeitas e então constrói, a partir da matéria indeterminada, as cópias imperfeitas no mundo sensível. Como essas ideias podem nos ajudar a entender os diferentes objetos que possuem o mesmo nome (as canetas, em nosso caso)? Para Platão, as canetas (no mundo sensível) são canetas porque participam da ideia de caneta (no mundo inteligível). Ou seja: as canetas que temos aqui são cópias (imperfeitas) da ideia de caneta, que é perfeita. As canetas que possuímos são cópias que existem hoje, mas amanhã podem não existir mais, porém as ideias são eternas e perfeitas.
No entanto, a filosofia platônica transcende o dualismo que acabou servindo para vulgarizar seu pensamento. É preciso entender que o dualismo serve como intermédio para entender a relação entre os opostos e como o mundo sensível participa do mundo inteligível. Ao invés duma unilateralidade, temos uma relação dialógica entre os dois mundos. Para Platão, o mundo em que vivemos – no qual podemos tocar, cheirar, ver, enfim, sentir as coisas – é denominado de mundo sensível. Entretanto, há um mundo que está além desse, o mundo inteligível. Nesse mundo, encontram-se as ideias ou formas, que são perfeitas e não mudam. Mas subsiste uma relação entre as ideias e as coisas, entre o mundo da forma e o mundo da matéria. E Platão operou a superação das afirmações dualista acerca do movimento e do repouso, do ser e do não-ser, do uno e do múltiplo em suas obra Parmênides e O sofista. Assim, a relação entre os contrários comparece como uma relação de reciprocidade e não excludente, ou seja, a contradição revela-se como um movimento de reciprocidade entre os elementos, em que os contrários estão articulados. Entender o papel das contradições na filosofia é fundamental para a elucidação efetiva do mundo e superar o reino das aparências, em que predomina o pensamento linear e a incapacidade de entender o fundamento das coisas. Esse movimento entre os contrários serve como arcabouço da dialética platônica.

Bibliografia

COTRIM, Gilberto; FERNANDES, Mirna. Fundamentos de filosofia. 1ª ed. São Paulo: Saraiva, 2010.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Questões sobre contratualismo

Qual o principal ponto em comum que perpassa o pensamento político de John Locke, Hobbes e Rousseau?

A- A ideia de que a origem do estado está no contrato social.
B- A ideia de que a sociedade nasce de conflitos entre ricos e pobres.
C- A ideia de que a sociedade sem leis é uma sociedade melhor.
D- A ideia de que o homem submisso ao estado não consegue desenvolver as suas potencialidades.

De acordo com o que Rousseau defendia, podemos afirmar que o homem:

A- Nasce bom, mas a sociedade o corrompe.
B- É um lobo apenas diante de suas contradições.
C- Nasce bom e a sociedade não o corrompe.
D- É mal por natureza.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

3 questões sobre Racionalismo e Empirismo

1. O Filósofo Descartes pertence à corrente filosófica denominada
(A) Empirismo.
(B) Liberalismo.
(C) Racionalismo.
(D) Existencialismo.
(E) Estruturalismo.


2. Contrariamente aos defensores do inatismo, os defensores do empirismo afirmam que a razão, a verdade e as ideias racionais
(A) não podem ser adquiridas por nós.
(B) são adquiridas por nós por meio da nossa capacidade de argumentar.
(C) são adquiridas por nós por meio das nossas categorias cognitivas.
(D) são adquiridas por nós por meio da experiência.
(E) são adquiridas por nós por meio da imaginação.


3. Sobre o racionalismo cartesiano, é incorreto afirmar:
(A) A verdade deve ser afirmada pela razão.
(B) A experiência é essencial para o conhecimento verdadeiro.
(C) É possível duvidar da existência de tudo, menos do sujeito que pensa.
(D) A razão é capaz de fornecer a natureza e as origens do conhecimento.
(E) Possuímos ideias inatas.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

A dúvida Metódica de Descartes


Por Deyvisson Fernandes Barbosa
O que seria a famosa dúvida metódica de Descartes? E por que o nome metódica? Quem era Descartes? Esta é uma pergunta que nos ajuda a resolver as questões precedentes. Vale lembrar que Descartes era um racionalista, ou seja, defendia que o conhecimento só podia ser alcançado pela razão, e que é tido como o “pai” da modernidade.
Descartes escreveu alguns livros, entre os quais, O Discurso do método e As Meditações Metafísicas. O Filósofo racionalista viajou bastante e pôde estar em contato com diferentes povos, logo diferentes culturas. É preciso salientar que a Filosofia surge com o espanto, como dizia Aristóteles. A Filosofia cartesiana, como é conhecida a Filosofia de Descartes, vai surgir justamente do espanto, mais especificamente da dúvida.
Descartes começa a duvidar de tudo, Olha que maluco!! Ele vai buscar estabelecer dúvida em tudo que for possível, até mesmo de sua existência. É muita estranho!!! Você não acha? Oque se pode obter duvidando até de sua própria existência? Alguns diriam que é o cognome de louco, porém o que Descartes conseguiu foi muito mais além, um método para se descobrir a veracidade nas coisas
Então, como vemos, Descartes privilegiou mais o método a ser seguido, segundo ele erramos pelo caminho que seguimos. O seu método, mais eficaz para ele, é justamente o de pôr tudo em dúvida até se encontrar aquilo de que não se possa haver dúvida. Nessa sua “longa trajetória”, Descartes consegue refutar muitas teorias que apresentaram dúvida perante o crivo da razão.
De todo esse estudo, ele consegue descobrir que existe. Agora parece tudo loucura!!! Como ele conseguiu chegar a essa certeza? Ora o famoso penso logo existo, é a verdade que ele consegue descobrir. Ora se eu duvido eu penso, se eu penso, logo existo. Vimos que Descartes não podia duvidar de que duvidava nem de que existia.

 Deyvisson é estudante do Curso de Filosofia da UFAL.
   

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Racionalismo ou Empirismo?


Personagens: o “racionalista” (RA), o “empirista” (EM) e o “estudante” (ES).

O Estudante encontra-se com o Racionalista, enquanto o Empirista está próximo, ouvindo o diálogo...

ES – Olá, Sr. Racionalista!
RA – Olá, estudante!
ES – Soube que o senhor tem refletido muito. O que o senhor já descobriu nesses tempos a estudar?
RA – Amigo, cheguei a conclusão de que só podemos chegar ao conhecimento se duvidarmos dos sentidos.
ES – O senhor tem certeza?
RA – Tenho.
ES – Mas o senhor não que a gente tem que duvidar?
RA – Você já vai entender: quando você olha um canudo em um copo d’água, ele não parece quebrado?
ES – Sim.
RA – Mas ele está?
ES – Não.
RA – Isso acontece porque seus sentidos te enganam. Você não pode confiar neles. Não confie em tudo o que você vê, ouve ou toca.
ES – Professor, eu posso me tocar, eu posso me ouvir, eu posso me ver... Mesmo assim eu não sou real?
RA – Sim, você é real. Você pode saber disso através da razão. É na razão que você deve confiar.
ES – Como assim?
RA – Quando você duvida, você está pensando, e se você está pensando, então você existe. Se você não existisse, você não poderia pensar.
EM – Desculpe interrompê-los, mas eu acredito que essas ideias estão equivocadas. É nos sentidos que você deve acreditar. É nas suas experiências.
RA – Então se explique.
EM – Se nós vemos essa maçã vermelha, a gente não duvida que ela é vermelha. Precisa duvidar?
RA – Você pode duvidar da sua percepção.
EM – Como assim?
RA - Ela realmente é vermelha ou é só uma ilusão? Lembre-se do caso do canudo.
EM – Eu lembro, mas isso não prova que só chegamos ao conhecimento através da razão. Dê-me uma folha em branco.
ES – Aqui está.
EM – A mente humana é semelhante a essa folha, mas à medida que a pessoa vai vivendo ela vai sendo preenchida. Posso mostrar que você não pode confiar nos seus sentidos. O surdo sabe o que são os sons?
ES – Acredito que não.
EM – Um cego sabe o que são imagens?
ES – Não.
EM – Você só sabe o que são sons imagens por causa dos seus sentidos, logo, por que você não confiaria neles?

ES – Pessoal, eu confesso que agora fiquei confuso... O que vocês, leitores do blog, pensam sobre isso?