sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Questões sobre contratualismo

Qual o principal ponto em comum que perpassa o pensamento político de John Locke, Hobbes e Rousseau?

A- A ideia de que a origem do estado está no contrato social.
B- A ideia de que a sociedade nasce de conflitos entre ricos e pobres.
C- A ideia de que a sociedade sem leis é uma sociedade melhor.
D- A ideia de que o homem submisso ao estado não consegue desenvolver as suas potencialidades.

De acordo com o que Rousseau defendia, podemos afirmar que o homem:

A- Nasce bom, mas a sociedade o corrompe.
B- É um lobo apenas diante de suas contradições.
C- Nasce bom e a sociedade não o corrompe.
D- É mal por natureza.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

3 questões sobre Racionalismo e Empirismo

1. O Filósofo Descartes pertence à corrente filosófica denominada
(A) Empirismo.
(B) Liberalismo.
(C) Racionalismo.
(D) Existencialismo.
(E) Estruturalismo.


2. Contrariamente aos defensores do inatismo, os defensores do empirismo afirmam que a razão, a verdade e as ideias racionais
(A) não podem ser adquiridas por nós.
(B) são adquiridas por nós por meio da nossa capacidade de argumentar.
(C) são adquiridas por nós por meio das nossas categorias cognitivas.
(D) são adquiridas por nós por meio da experiência.
(E) são adquiridas por nós por meio da imaginação.


3. Sobre o racionalismo cartesiano, é incorreto afirmar:
(A) A verdade deve ser afirmada pela razão.
(B) A experiência é essencial para o conhecimento verdadeiro.
(C) É possível duvidar da existência de tudo, menos do sujeito que pensa.
(D) A razão é capaz de fornecer a natureza e as origens do conhecimento.
(E) Possuímos ideias inatas.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

A dúvida Metódica de Descartes


Por Deyvisson Fernandes Barbosa
O que seria a famosa dúvida metódica de Descartes? E por que o nome metódica? Quem era Descartes? Esta é uma pergunta que nos ajuda a resolver as questões precedentes. Vale lembrar que Descartes era um racionalista, ou seja, defendia que o conhecimento só podia ser alcançado pela razão, e que é tido como o “pai” da modernidade.
Descartes escreveu alguns livros, entre os quais, O Discurso do método e As Meditações Metafísicas. O Filósofo racionalista viajou bastante e pôde estar em contato com diferentes povos, logo diferentes culturas. É preciso salientar que a Filosofia surge com o espanto, como dizia Aristóteles. A Filosofia cartesiana, como é conhecida a Filosofia de Descartes, vai surgir justamente do espanto, mais especificamente da dúvida.
Descartes começa a duvidar de tudo, Olha que maluco!! Ele vai buscar estabelecer dúvida em tudo que for possível, até mesmo de sua existência. É muita estranho!!! Você não acha? Oque se pode obter duvidando até de sua própria existência? Alguns diriam que é o cognome de louco, porém o que Descartes conseguiu foi muito mais além, um método para se descobrir a veracidade nas coisas
Então, como vemos, Descartes privilegiou mais o método a ser seguido, segundo ele erramos pelo caminho que seguimos. O seu método, mais eficaz para ele, é justamente o de pôr tudo em dúvida até se encontrar aquilo de que não se possa haver dúvida. Nessa sua “longa trajetória”, Descartes consegue refutar muitas teorias que apresentaram dúvida perante o crivo da razão.
De todo esse estudo, ele consegue descobrir que existe. Agora parece tudo loucura!!! Como ele conseguiu chegar a essa certeza? Ora o famoso penso logo existo, é a verdade que ele consegue descobrir. Ora se eu duvido eu penso, se eu penso, logo existo. Vimos que Descartes não podia duvidar de que duvidava nem de que existia.

 Deyvisson é estudante do Curso de Filosofia da UFAL.
   

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Racionalismo ou Empirismo?


Personagens: o “racionalista” (RA), o “empirista” (EM) e o “estudante” (ES).

O Estudante encontra-se com o Racionalista, enquanto o Empirista está próximo, ouvindo o diálogo...

ES – Olá, Sr. Racionalista!
RA – Olá, estudante!
ES – Soube que o senhor tem refletido muito. O que o senhor já descobriu nesses tempos a estudar?
RA – Amigo, cheguei a conclusão de que só podemos chegar ao conhecimento se duvidarmos dos sentidos.
ES – O senhor tem certeza?
RA – Tenho.
ES – Mas o senhor não que a gente tem que duvidar?
RA – Você já vai entender: quando você olha um canudo em um copo d’água, ele não parece quebrado?
ES – Sim.
RA – Mas ele está?
ES – Não.
RA – Isso acontece porque seus sentidos te enganam. Você não pode confiar neles. Não confie em tudo o que você vê, ouve ou toca.
ES – Professor, eu posso me tocar, eu posso me ouvir, eu posso me ver... Mesmo assim eu não sou real?
RA – Sim, você é real. Você pode saber disso através da razão. É na razão que você deve confiar.
ES – Como assim?
RA – Quando você duvida, você está pensando, e se você está pensando, então você existe. Se você não existisse, você não poderia pensar.
EM – Desculpe interrompê-los, mas eu acredito que essas ideias estão equivocadas. É nos sentidos que você deve acreditar. É nas suas experiências.
RA – Então se explique.
EM – Se nós vemos essa maçã vermelha, a gente não duvida que ela é vermelha. Precisa duvidar?
RA – Você pode duvidar da sua percepção.
EM – Como assim?
RA - Ela realmente é vermelha ou é só uma ilusão? Lembre-se do caso do canudo.
EM – Eu lembro, mas isso não prova que só chegamos ao conhecimento através da razão. Dê-me uma folha em branco.
ES – Aqui está.
EM – A mente humana é semelhante a essa folha, mas à medida que a pessoa vai vivendo ela vai sendo preenchida. Posso mostrar que você não pode confiar nos seus sentidos. O surdo sabe o que são os sons?
ES – Acredito que não.
EM – Um cego sabe o que são imagens?
ES – Não.
EM – Você só sabe o que são sons imagens por causa dos seus sentidos, logo, por que você não confiaria neles?

ES – Pessoal, eu confesso que agora fiquei confuso... O que vocês, leitores do blog, pensam sobre isso?


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Para refletir um pouco galera... (Conhecimento e O Mito da Caverna)

O que é Filosofia, galera?! Vamos começar lendo e pensando um pouco?

Resumo: Introdução à Filosofia.

Termo Filosofia surgiu na Grécia Antiga para denominar a busca de homem na construção do conhecimento e para o entendimento do que está ao seu redor (natureza, humanidade etc.)

Foi por meio da preocupação em formular uma conhecimento, por meio das condições intelectuais dos seres humanos que a palavra filosofia surgiu. No sentido etmilógico da palavra, Filosofa é a junção de duas expressões gregas:

Philía: Amor / Sophia: Conhecimento. Ou seja,Amor ao Conhecimento”

Nesse Contexto, fazer Filosofia é se colocar na posição de “dúvida”, ou melhor, é questionar o que acontece ao nosso redor, uma vez que, somente com a dúvida que iremos encontrar as respostas. È por meio de hábito de se fazer perguntas que podemos encontrar a verdade sobre algo ou sobre alguma coisa.


OS CAMPOS DA FILOSOFIA:

Lógica:
O estudo da forma e da estrutura do próprio pensamento; procurando assim, o método ideal de raciocínio, análise e pesquisa.

Metafísica:
É o campo mais complexo da Filosofia. Pois compreende o estudo da realidade última das coisas, da natureza do ser, da mente humana, do conhecimento, dos sentidos, das relações entre o homem e a matéria. Analisa as definições, essências e conceito de todas as coisas. Quando questionamos sobre o “que é” ou “o que pode ser” alguma coisa,

Estética:
Quando abordamos questões sobre a finalidade da beleza para o ser humano, ou seja, a natureza do “belo”. Ou seja, é o estudo das formas de representações e das considerações sobre o belo, sobre as artes e demais formas de expressão de cultura.

Ética:
Estuda os valores e atos humanos; busca estabelecer os princípios e a conduta justa.

Política: Estuda as formas de como o homem se organiza em espaços públicos e de como seria uma organização social ideal.

Enfim, o ato de filosofar envolve, fundamentalmente, uma mudança de postura diante da vida, descratando as explicações que nos foram impostas como verdadeiras e estabelecendo novas regras ao jogo. Passamos a ver o mundo de maneira diferente, com um olhar mais atento e certeiro.

Conhecendo além dos aspectos superficiais das coisas, principalmente sua razão de ser, com certeza estaremos mais próximos de uma cindição de vida mais livre. De posse dessa condição, podemos lutar pela dignidade humana ou nos tornarmos criaturas passivas, omissas, indiferentes. Todas essas possibilidades dependem, em última análise, do amor que temos pela vida e do respeito que nutrimos por nós mesmos.

CHALITA, Gabriel. Vivendo a Filosofia. São Paulo: Atual. 2002.


TEXTO 01:

FILOSOFIA: De que se trata mesmo?

A Filosofia é um modo de pensar, é uma postura diante do mundo. A filosofia não é um conjunto de conhecimentos prontos, um sistema acabado, fechado em si mesmo. Ela é, antes de tudo, uma prática de vida que procura pensar os acontecimentos além da sua aparência. Assim, ela pode se voltar para qualquer objeto. Pode pensar a ciência o próprio homem em sua vida cotidiana. Uma Estória em quadrinhos ou uma canção popular podem ser também objeto de reflexão filosófica.

A Filosofia é um jogo irreverente que parte do que existe; critica, coloca em dúvida, faz perguntas importunas, abre a porta das possibilidades, faz-nos entrever outros mundos e outros modos de compreender a vida. O saber filosófico incomoda porque tem no questionamento um grande aliado, haja vista o próprio hábito de questionar sobre o modo de vida da humanidade, por exemplo. Questiona sobre práticas políticas, científicas, sociais, técnicas, econômicas etc. Não há área onde ela não se meta, não indague, não perturbe. E nesse sentido, a Filosofia é perigosa, subversiva, pois viola a ordem estabelecida da cabeça para baixo.
Sua história está ligada aos tempos da Grécia Antiga, por volta do século VI a.C. A grande aventura intelectual não começa propriamente na Grécia Continental, mas em suas colônias – Jônia e Mileto. Como se sabe, o próprio termo filosofia, em seu sentido etimológico, surgiu de duas palavras gregas: Philo e Sophia, amor (fraternal, amizade) e Conhecimento, respectivamente. Significando, portanto: amizade pelo conhecimento, amor e respeito pelo saber.

O filósofo: o que ama a sabedoria tem amizade pelo saber, quem deseja saber. Assim, Filosofia indica o estado de espírito, o da pessoa que ama. Isto é: deseja o conhecimento, o estima, o procura e o respeita. A Filosofia é um fato tipicamente grego e é entendida como aspiração ao conhecimento racional, lógico e sistemático:
  • Da origem e causas do mundo e suas transformações.
  • Da origem e causas das ações humanas.
  • Da origem e causas do próprio pensamento.

Quando se diz que a Filosofia é um fato grego, o que se quer dizer, é que ela possui certas características, apresenta certas formas de pensar e de exprimir os pensamentos, a ação, as técnicas, que são completamente diferentes das características desenvolvidas por outros povos e outras culturas, como por exemplo, os chineses, índios, hindus etc. Nesse contexto, podemos concluir que existe uma sabedoria chinesa, uma hindu, uma pertencente aos índios, mas não a filosofia chinesa, hindu ou indígena.

A reflexão filosófica é um modo de pensar, que surgiu especificamente com os gregos e que por razões históricas, tornou-se depois, o modo de pensar e de se exprimir predominantemente da chamada cultura européia ocidental, da qual, em decorrência da colonização portuguesa no Brasil, nós também participamos. Nesse contexto, a Filosofia que nasceu por volta do século VI a.C. na Grécia, rejeitava as explicações míticas que, baseadas no sobrenatural, aceitava a interferência de agentes divinos no fenômeno da natureza. Ao buscarem a racionalidade do universo, os filósofos dessacralizam a natureza: retiram dela, a dimensão do sagrado.

Enfim, a esse pensamento reflexivo, com definições e conceitos rigorosos e a coerência interna do discurso a fim de possibilitar o debate e a discussão, chamamos de Filosofia.

http://wallacemelobarbosa.blogspot.com.br/2011/01/resumo-introducao-filosofia.html

Bem-vindos ao Se Liga! Aqui é o espaço para pensarmos, refletirmos e realizarmos atividades referentes a disciplina de Filosofia... Saudações a todos, e, em especial, aos estudantes da Escola Estadual Professora Irene Garrido... Felicidades!