segunda-feira, 2 de junho de 2014

Racionalismo ou Empirismo?


Personagens: o “racionalista” (RA), o “empirista” (EM) e o “estudante” (ES).

O Estudante encontra-se com o Racionalista, enquanto o Empirista está próximo, ouvindo o diálogo...

ES – Olá, Sr. Racionalista!
RA – Olá, estudante!
ES – Soube que o senhor tem refletido muito. O que o senhor já descobriu nesses tempos a estudar?
RA – Amigo, cheguei a conclusão de que só podemos chegar ao conhecimento se duvidarmos dos sentidos.
ES – O senhor tem certeza?
RA – Tenho.
ES – Mas o senhor não que a gente tem que duvidar?
RA – Você já vai entender: quando você olha um canudo em um copo d’água, ele não parece quebrado?
ES – Sim.
RA – Mas ele está?
ES – Não.
RA – Isso acontece porque seus sentidos te enganam. Você não pode confiar neles. Não confie em tudo o que você vê, ouve ou toca.
ES – Professor, eu posso me tocar, eu posso me ouvir, eu posso me ver... Mesmo assim eu não sou real?
RA – Sim, você é real. Você pode saber disso através da razão. É na razão que você deve confiar.
ES – Como assim?
RA – Quando você duvida, você está pensando, e se você está pensando, então você existe. Se você não existisse, você não poderia pensar.
EM – Desculpe interrompê-los, mas eu acredito que essas ideias estão equivocadas. É nos sentidos que você deve acreditar. É nas suas experiências.
RA – Então se explique.
EM – Se nós vemos essa maçã vermelha, a gente não duvida que ela é vermelha. Precisa duvidar?
RA – Você pode duvidar da sua percepção.
EM – Como assim?
RA - Ela realmente é vermelha ou é só uma ilusão? Lembre-se do caso do canudo.
EM – Eu lembro, mas isso não prova que só chegamos ao conhecimento através da razão. Dê-me uma folha em branco.
ES – Aqui está.
EM – A mente humana é semelhante a essa folha, mas à medida que a pessoa vai vivendo ela vai sendo preenchida. Posso mostrar que você não pode confiar nos seus sentidos. O surdo sabe o que são os sons?
ES – Acredito que não.
EM – Um cego sabe o que são imagens?
ES – Não.
EM – Você só sabe o que são sons imagens por causa dos seus sentidos, logo, por que você não confiaria neles?

ES – Pessoal, eu confesso que agora fiquei confuso... O que vocês, leitores do blog, pensam sobre isso?


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